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terça-feira, 18 de janeiro de 2011

POSSO AJUDAR?


Quando você entra em uma loja qualquer, provavelmente em questão de segundos, terá alguém a sua frente com a famosíssima e velhíssima máxima: “Posso ajudar?” E ai então você responde com a mais antiga ainda: “Não obrigado, estou só olhando”. Já se escreveram zilhoes de palavras, artigos e até livros sobre o tema, mas não adianta, parece até que as empresas treinam seus funcionários para dizer: “Posso ajudar?” Eu, particularmente, simplesmente odeio isso, o que gosto normalmente é ficar andando entre as prateleiras, olhando e “pegando” e sentindo os produtos. Caso eu precise de alguma informação, então vou em busca de alguém para me ajudar, fazendo isso as vezes até compro o que não precisava e certamente aumentarei o tíquete médio de qualquer loja.

Eu simplesmente não gosto de ter alguém como uma sombra do meu lado, me observando, fiscalizando e pronto para dar o bote. Se alguém me aborda em uma loja eu saio dela o mais rapidamente possível e as vezes nem compro o que precisava.
ENTRETANTO, há pessoas que se comportam exatamente ao avesso que eu, são pessoas que ao entrarem em qualquer loja a primeira coisa que fazem é procurar alguém para atende-las, ao vivo e a cores e naquele momento.

O QUE FAZER ENTÃO? Como saber qual cliente gosta ou não gosta de ser abordado? É tão simples que nem parece certo, basta ficar de olho nos seus olhos, o cliente que como eu não gosta de ser abordado procura evitar cruzar o olhar com qualquer pessoa ao entrar na loja, JÁ aquele que gosta de ajuda faz exatamente o contrario, procura com o olhar alguém que vai retribuir e corresponder ao seu pedido de ajuda. O ideal é treinar a equipe de vendas para entender e ler estes sinais e não aborrecer um cliente dispensando o atendimento certo para o outro cliente. Porque pior do que ser abordado é se sentir desprezado, o sentimento negativo gerado pela sensação de ser invisível para os vendedores é o pior de todos os sentimentos e pode arruinar uma grande venda.

Um ocasião precisei trocar a placa de vídeo do meu computador, não sou expert nisso, mas estes pequenos consertos eu consigo resolver sozinho, também conheço um pouquinho das configurações de um bom PC uma vez que um dos meus hobbies (Flight Simulator) requer um computador bem parrudo. Fui até uma loja especializada, já com as especificações pesquisadas na internet e encontrei a placa que queria. A partir dai precisei de alguém para me auxiliar com alguns esclarecimentos, comecei a fazer perguntas e até que o vendedor estava se saindo bem. Numa das viradas que fiz com a placa na mão, notei que ela tinha um cabo conector a mais e com um plug diferente, então perguntei ao vendedor para que servia e como e onde se instalaria aquele cabo extra na placa mãe do meu computador, sabem qual foi a resposta? “Este cabo não tem utilidade nenhuma, é só você ignorar e instalar o outro normal que a placa vai funcionar”. Olhei para ele meio apalermado com a resposta e perguntei para que o fabricante iria disponibilizar um  cabo extra numa placa de vídeo que não tinha utilidade nenhuma? Ele então olhou para mim e respondeu que não sabia para que servia aquele cabo. Detalhe insignificante, nenhum funcionário da loja sabia também. Conclusão, não comprei a placa e nunca mais volte aquela loja.

Esta pequena historinha serve apenas para ilustrar o quanto perdemos por não conhecer os hábitos dos clientes (não obrigado…) e por não conhecermos o que vendemos (não sei para que serve ou pior inventar uma utilidade qualquer…). Recentemente abriu uma loja nova de produtos importados aqui no maior shopping da cidade, eu como sou um grande comprador por impulso, encontrei uma maquina de limpeza a vapor que desejava já a algum tempo, não comprei, porque nenhum dos vendedores sabia nada da maquina, nada mesmo, nem o preço eles sabiam direito. Não comprei evidentemente.



TREINE, TREINE, TREINE e TREINE se não quiser amargar muitas perdas de vendas por um serviço mal prestado e desatencioso e por uma equipe mal preparada que não sabe nada de nada. TREINE, TREINE e TREINE NOVAMENTE.

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Marcas aprendendo sobre...

Fiquei intrigado com o meu post sobre marcas, na verdade começou com a minha implicância com termos estrangeiros e terminou por derivar para o conceito de marcas.
Estou no aeroporto esperando o vôo que me levará a São Paulo e como acontece todos os anos, enrolado com o horário de verão e por isso cheio de tempo sobrando.
Como também sou um comprador voraz de livros terminei comprando um livro sobre o tema marcas para tentar aprender um pouco mais sobre isso.
O livro foi escrito em 2002 por Peter Cheverton que não conheço. O título é "Fique por dentro das marcas" bem sugestivo não?
Comecei a ler e já gostei de uma frase já no inicio do livro: "O núcleo da marca é uma idéia, e as idéias podem mudar, e ser mudadas - é assim que a marca vive, aprende e cresce"
Vou concluir a leitura do livro
Living and learning
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terça-feira, 8 de junho de 2010

Fazer previsão de vendas é muito difícil


Fazer previsão de vendas é muito difícil, fazer previsão inicial de vendas em um negócio novo é mais difícil ainda. Como você não tem nenhum histórico do novo negócio pra servir de guia é necessário levantar alguns dados básicos.
Existem diversas maneiras para se estimar despesas e rentabilidade com o propósito de se estabelecer níveis mínimos de venda, vamos cavar um pouquinho dentro deste assunto.
Um ponto importante a ser lembrado é que é do resultado das vendas que você irá viver, portanto ao projetar estes números deve-se manter o pé no chão e fazer varias estimativas até se chegar a um número confiável e executável, se não será desejo apenas, temos que sonhar, mas sonhar com a cabeça no lugar.
Vamos exercitar três métodos “simples” e complementares de projeção de vendas

Método de previsão Nº 1
Pensando no seu ramo de negócio, qual é a venda média das lojas similares, do mesmo ramo e do mesmo tamanho, na sua região? Este não é um método muito cientifico, mas serve de parâmetro inicial e é relativamente fácil de levantar esta informação. Considere que um negócio novo leva tempo para maturar, até que se torne conhecido e mostre aos clientes em potencial que uma nova opção está disponível para compras no bairro. Compare a venda média dos concorrentes com o potencial do bairro através da renda per capita ou familiar para obter uma noção do quanto se gasta no seu tipo de produto na região. Esta informação também é fácil de conseguir atreves do site do IBGE. www.ibge.gov.br

Método de previsão Nº 2
Analisando a sua região, seu bairro, onde sua loja está localizada. Quantas pessoas ou famílias precisam das coisas que você vende traçando um raio de, por exemplo, 1 quilometro quadrado de sua loja? Quanto você imagina que é destinado da renda familiar destas pessoas para comprar o que você vende, diariamente, semanalmente ou mensalmente? Quanto, percentualmente falando, você acha, através de sua estratégia de vendas, que conseguirá arrancar de seus concorrentes? Faça exercícios com distancias maiores, cinco quilômetros, por exemplo. Mais que isso já seria necessário uma estratégia de marketing mais agressiva.

Método de previsão Nº 3
Calcule dentro da quantidade de produtos e serviços que você oferece, quais e quantos itens você acha que venderá para o seu publico estimado nos dois exercícios anteriores, faça uma estimativa diária, depois multiplique por 30 para ter uma estimativa mensal. Não faça apenas uma previsão, ao invés disso use três cenários: Pessimista, Realista e Otimista. Divida seus números por dia, considerando os dias uteis, sábados, domingos e feriados, há uma diferença grande nestes tipos de dias dependendo do tipo de produto que você vende.
Procure fazer uma estimativa para os próximos, no mínimo, três meses, desta forma você antecipará as sazonalidades e se preparará melhor para cada tipo de mês, os gordos e os magros.

FAÇA PREVISÃO DE DESPESAS TAMBÉM
Vender custa dinheiro. Considere todos os custos da venda, compra de mercadorias, salários e comissões, material promocional etc. Alinhe os custos com a venda, lembre que provavelmente você venderá a crédito com 30 a 45 dias para receber os créditos dos cartões. Faça um fluxo de caixa, considerando para cada dia, a receita prevista da venda e as obrigações a pagar.
Deixe um pequeno crédito no seu caixa para as “decepções dos mal pagadores, sabe aquele dinheirinho que você achava que iria entrar hoje?”
Relacione a sua receita por tipo, dinheiro, cartões, cheques? Para saber o nível de confiabilidade e previsibilidade de cada um.
É sempre bom fazer suas previsões de custos em cima do cenário mais pessimista, se as coisas forem melhores, ótimo, mas você estará preparado se o contrario ocorrer.

Cada pessoa tem seu jeito, cada negócio tem seu ritmo, mantenha as antenas ligadas, refaça e reveja seus números diariamente até que els começam a falar com você e contar a sua história de sucesso! Boa Sorte!

sexta-feira, 4 de junho de 2010

A minha nova regrinha dos "CINCO"

Tenho certeza que você já ouviu falar na Regra dos 5, Segundo essa regra, de tudo o que nós escutamos, vemos, falamos, lemos ou escrevemos todos os dias, só 5% realmente interessam. O resto é descartável. Eu não concordo inteiramente com esta afirmação. Mas, não é desta regra que quero falar agora, esta nova regra dos 5, é criação minha mesmo, uma coisinha simples, mas que todos nós fazemos diariamente sem sentir, estatística, isso mesmo, estatística. Pode prestar atenção que você faz mais estatística no seu cotidiano do que imagina, quer ver? Pergunte a qualquer pessoa que trabalha com você, ou a você mesmo, quantos clientes ela já atendeu hoje? A resposta é estatística, destes clientes que ela atendeu hoje, quantos saíram sem comprar por que não encontraram o que queriam? Mais estatística. Quantos levaram aquele produto em promoção? Mais estatística. Quantos eram mulheres? Estatística. Quantos pagaram com cartão de crédito? Estatística. Viu só, você tabula dados estatísticos o tempo todo e nem sabia disso. A Proposta é a seguinte, vamos tornar este método mais produtivo e mais útil, para isso precisamos documentar estas estatísticas que naturalmente já fazemos, é hiper ultra blaster simples: Vamos usar como exemplo os clientes que deixaram de comprar por não encontrarem o item que vieram procurar. Esta é uma informação muito importante que depende da qualidade da amostragem, que foi feita. No inicio do dia pegue uma folha de caderno e escreva na primeira linha a data, e o titulo da estatística, por exemplo: “Clientes que deixaram de comprar”. Na segunda linha escreva à hora e a partir dai, para cada cliente que deixar a loja sem comprar trace uma linha até fechar um quadrado com uma ultima linha na diagonal, formando aquele quadradinho cortado ao meio. Desta forma para cada quadradinhos destes que você fizer, terá a quantidade de “cinco” clientes que deixaram a loja sem comprar. Ao final de cada hora, conte quantos “cinco” você registrou, multiplique pelo Ticket Médio da loja e calcule o quanto você deixou de vender no periodo “estatisticamente falando”, imagine uma loja com Ticket Médio de R$ 30,00 que reportou 20 “cinco” destes representados pelos quadradinhos, é só fazer a conta: 20x5x30=3000, ou seja R$ 3.000,00 em vendas perdidas. Tenho certeza que você vai começar a aprofundar esta estatística e vai querer saber os "quais" e os "quantos" de cada “cinco” destes. Simples assim.