Fico horrorizado quando converso com certas pessoas e vejo como o português está relegado a não sei que plano na sua escala de valores.
A quantidade de gírias, chavões e termos estrangeiros mesclados ao português hoje em dia, faz com este idioma tão rico e bonito se pareça mais e mais com um “dialeto”.
A entonação de voz não é observada mais e as vezes me sinto como se estivesse vendo um filme antigo dublado na TV quando os dubladores liam os textos sem interpretá-los.
Sem contar com a dificuldade de se entender a mensagem por absoluta falta da pontuação e da construção gramatical correta.
Ao ler uma revista, como a Veja ou Isto é, por exemplo, vemos que o português é usado com correção sem gírias ou termos estrangeiros, a menos que a matéria requeira o uso destes recursos. Sei que o mundo é globalizado atualmente, mas não acho que devamos alterar os nomes de nossas “coisas” para o “portuninglish” só para parecermos inseridos no mercado internacional. Eu não vejo os argentinos fazendo isso, por exemplo.
A maioria das pessoas é incapaz de desenvolver uma simples mensagem com alguns parágrafos para passar uma comunicação clara por e-mail. E ao se depararem com algo mais complexo, como uma redação por exemplo, creio que alguns prefeririam não encarar este probleminha.
Minha sugestão é que se desliguem um pouco os computadores e se leiam mais livros, revistas e jornais. É lendo que se aprende a conversar e a escrever.